quinta-feira, 20 de abril de 2006

Novas tecnologias Vs Direitos de autor

e puta que pariu os mamões

Quando ao topico original...

Sou.. enfim.. Eu era daqueles meninos.. faz uns 4 anos ja tinha net a 2 mbps, sem limites.. e tinha de espaço total em discos de perto de 500gb.

Desses 500gb tinha um disco de 150gb com mp3, o resto estava preenchido com filmes em varios formatos. dvd, avi, vcd/svcd, mpg. jogos completos dvd ou cd, cracks, softwares completos, manuais..
Enfim.. uma farturinha de material ilegal.

O servidor tinha "material" novo cada dois dias. Eu tinha acesso a ftp's internacionais, com as novidades das novidades.

Durante 3 anos e meio, tive em casa uma autentica biblioteca de material.. "didactico" partilhado (nao gosto do termo pirateado), mas posso tb dizer-vos que.. tenho windows original. :D

Qual a diferença em comprar um livro e dar a um amigo dp o ter lido ?
Pq não existe uma taxa de loucos nos preços das fotocopias ?
só se pagam 12€ de LPI ( direitos de autor ) na compra de um scanner.
então se 1 manual escolar básico já custa mais que isso, pq a taxa não é superior ?
Pois não se passa pq não tem interesse. Direitos de autor my (_|_).
É somente mais uma maneira que os "artistas" encontraram para fazerem € a custa do povinho.
Pois bem.. os tempos mudaram.. A internet veio abrir portas que não se pensava existirem.
A melhor coisa que os "autores" têm a fazer, é disponibilizar as musicas online.. a custo minimo..
Ganham todos.. os autores pq já não precisam dos mamoes das discograficas, nem dos editores, nem do marmelo que faz a capa do cd, nem do gajo que distribui, nem do cromo que faz a entrega, nem do cartaz a fazer publicidade, nem dos minutos que valem ouro a fazer pub no horario nobre da tv. basta vender a musica a 0,20€.. um album a 2€..
Nao compras ? eu sim.. e.. se o produto for bom.. não achas que te vou passar o link para fazeres tu o download ? e tu não irias pagar 2€ por um album ?
Resumindo.. a minha ideia é simples.. se retirarmos os mamões todos que existem entre os artistas e o consumidor.. o custo diminiu.. e a internet é mesmo isso..
Mas isto é a falar de musica..
Se falarmos de cinema.. o problema complica.. Comparemos duas situações.. Shrek ou Ice Age... e um filme tipo.. Titanic.. quais as diferenças de custos entre os dois? milhoes de dolares ?
so pq um caramelo elevado a vedeta tem que receber milhoes por filme.
Entao viva a informatica, as novas tecnologias a internet.

É artista sim.. mas o preço a pagar é já demasiado elevado.

Pq artistas tb são os do futebol, e .. isso sim são mamões... que circo já existe desde o tempo de J.César e não ganhavam o mesmo para entreter o povo.

axinado,
UnderWear aka kind3r aka jazzanova aka dO_ob

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Percentagens

Companies with women in top jobs see 35 percent higher returns than those without.
* 74 percent of female executives have a spouse who’s employed full time.
* 75 percent of male execs have a spouse who’s not employed.
* 42 per cent of female executives over 40 don’t have kids.
* For full-time working fathers, each child correlates to a 2.1 percent earnings increase.
* For working moms, it’s a 2.5 percent loss.
* 86 percent of guests on Sunday-morning political talk shows are men.
* Women over 65 are almost twice as likely to be poor as men.
* Since orchestras started requiring musicians to audition behind screens, the number of women hired has increased 20 percent.
* Models weigh 23 percent less than average women. In 1986 that was only eight percent less.
* In 2002, prostitution yielded 60 billion euros [$71 billion U.S.] worldwide. Across the world, 40 million women work as prostitutes.
* Seventy percent of people living in poverty are women.

Sources: Mother Jones (January/February 2006), MO (December 2005)

Ode

terça-feira, 11 de abril de 2006

Wishlist:



There is a distinct hint of Armageddon in the air. According to The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch (recorded, thankfully, in 1655, before she blew up her entire village and all its inhabitants, who had gathered to watch her burn), the world will end on a Saturday. Next Saturday, in fact. So the armies of Good and Evil are amassing, the Four Bikers of the Apocalypse are revving up their mighty hogs and hitting the road, and the world's last two remaining witch-finders are getting ready to fight the good fight, armed with awkwardly antiquated instructions and stick pins. Atlantis is rising, frogs are falling, tempers are flaring. . . . Right. Everything appears to be going according to Divine Plan.

Except that a somewhat fussy angel and a fast-living demon -- each of whom has lived among Earth's mortals for many millennia and has grown rather fond of the lifestyle -- are not particularly looking forward to the coming Rapture. If Crowley and Aziraphale are going to stop it from happening, they've got to find and kill the Antichrist (which is a shame, as he's a really nice kid). There's just one glitch: someone seems to have misplaced him. . . .

First published in 1990, Neil Gaiman and Terry Pratchett's brilliantly dark and screamingly funny take on humankind's final judgment is back -- and just in time -- in a new hardcover edition (which includes an introduction by the authors, comments by each about the other, and answers to some still-burning questions about their wildly popular collaborative effort) that the devout and the damned alike will surely cherish until the end of all things.


segunda-feira, 10 de abril de 2006

Isto é a mais pura verdade

porque estes fofos são de um amigo do meu amigo Miguel :)

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Intervalo para Publicidade :)







AdBlather

As espanholices de Saramago

«Os romances mais recentes de José Saramago contêm centenas de espanholismos. Não estranhamos. O castelhano foi sempre uma fonte onde [nós, os portugueses] saciámos a sede. Mas o atenuar das fronteiras económicas pode acelerar o processo. É isso o que desejamos?»

Quando lhe falam, a si, de «habitações» num hotel ou dum «comedor» em sua casa, você sabe do que se trata? Quando lê que «os homens nunca acabarão de entender as mulheres», percebe que eles nunca o conseguirão? Quando alguém afirma «Levo gémeos», sabe logo o sexo da pessoa? Quando lê que um cão «continuava a subir as patas à prancha como para acabar de ter a certeza de que não as deveria lá pôr», você entendeu alguma coisa? Caso tudo isto o baralhe, talvez José Saramago (citou-se o romance A Caverna) não seja para si a melhor leitura. Se percebeu tudo, felicito-o pelo seu espanhol.

Isto é grave? Não, segundo opinião geral. As nossas rejeições visam o francês e, em grau menor, o inglês. Já o espanhol não nos belisca. Pelo contrário. O nosso «establishment» linguístico, sempre ferozmente antigalicista (os anglicismos apanharam-nos em fase mais tratável), escancarou as portas ao vizinho. O maior ideólogo oitocentista do idioma, Castilho, escrevia que qualquer deles, português ou castelhano, «se pode estudar pelos clássicos do outro». Camilo detestava «bagatela», preferindo-lhe... «frioleira». Hoje, uma vez por outra, alguém franze o cenho. Num “Expresso” recente, lamentava-se moderadamente o «portunhol» publicitário de certo armazém de luxo espanhol. Também sucede alguém entre nós compungir-se por usar «mescla», ou «postura», ou «enfoque». Sem razão, mas com mérito. É quase tudo.

Nenhum mecanismo mental nos alerta para castelhanismos. Claro, por falta de conhecimento. Mas também por hábito cultural. Durante séculos, o castelhano foi-nos um celeiro. Termo que nos faltasse, íamos aí buscá-lo, sem má consciência e gratos ao destino. Assim integrámos largos milhares de espanholismos. Os nossos dicionários, simpáticos, arrolam quase tudo à derivação latina e não nos fazem passar vergonhas. Até a nossa sintaxe idiomática é, muita dela, puro calque da centro-peninsular. O castelhano é «chique», e nem Aquilino Ribeiro, o grande castiço, foi esquisito. Em suma: valeu-nos o vocabulário básico e a morfologia que, com os galegos, acumuláramos, antes de o prestígio da Meseta virar a oeste.

O espanhol é-nos pacífico. Um conto de Teixeira Gomes e um romance de Carlos de Oliveira contêm tranquilos diálogos em castelhano. O título Portugués, guapo y matador, duma novela de Manuel Jorge Marmelo, não levantou ondas (nem a própria novela, aliás magnífica). Numa crónica de 1996, em correntio castelhano, Vasco Graça Moura advogou a adopção rápida do «portunhol», para sermos, na Península Ibérica, mais perceptíveis e melhores negociantes. Está visto: a nossa relação com o idioma vizinho é descomplexada e permite até o lúdico.

Como se tal não bastasse, Mourinho, Durão Barroso, Sampaio, Vitorino e Sócrates dão em espanhol um ar da sua graça. Nós, os outros, afora os poucos que o falam com donaire e louçania, abrimos a boca e as vogais e sai-nos, bons céus, castelhano. O facto de nenhum espanhol influente, exceptuados o soberano e o líder republicano catalão, dizer em português coisa que se veja, nem no-lo ocorre estranhar.

E foi assim, com estas saudáveis disposições, que viemos lendo, nos últimos dez anos, sem um ai, sem um preguear da testa, cinco romances de José Saramago que patenteiam novos, e insistentes, modismos castelhanos. Existem boas desculpas para ninguém (bom, quase ninguém) ter dado brado. Há a nossa ignorância do castelhano, há o nosso jeito descomplexado na matéria, há uma desatenção pela estilística, desaparecidos Rodrigues Lapa e Jacinto do Prado Coelho. E há um motivo interno à escrita de Saramago: o seu pendor arcaizante, iniciado em 1979 no volume Poética dos Cinco Sentidos. Ora, é sabido quanto certo castelhano nos soa arcaico – e algo do nosso idioma, também, a um espanhol. Na realidade, Saramago não fazia senão embalar-nos com ancestrais boleios, muito ibéricos, aprendidos, e bem, em Bernardes e Vieira.

Abruptamente, em 1995, as coisas mudaram de feição. Foi o ano de Ensaio sobre a Cegueira, ainda hoje tido, por muitos, como o seu melhor romance. Aí figuravam termos e expressões estranhíssimos, como «tomar terra» (por aterrar), «chamar o ministério» (por telefonar para lá), «o pago» (por a paga), «os urgidos» (por os apressados), «A saber» (por Vamos lá ver), «o último que vi» (por a última coisa que vi), «em algum caso» (por num caso ou outro), «são de preço» (por são de qualidade), «nós, que apenas vemos» (por nós, que mal vemos). E muitos «pronto» por logo, muitos «logo» por depois. E também «a gente do comum», «a porta buscada», «ir de acompanhante», «ficar de responsável», «dar lástima», «alçar a voz». E muitos «deve de ser» e numerosas inversões de sujeito e verbo. E dezenas de «não houve outro remédio que», ou variantes (um tique saramaguiano), nunca os portuguesíssimos «não houve mais remédio que», ou «não houve remédio senão».

Por questão de método, tudo isto foi retirado de um só livro, Ensaio sobre a Cegueira. Deve dizer-se que, no romance seguinte, Todos os Nomes, estes e quaisquer outros castelhanismos desapareceram. Foi sol de pouca dura. Os livros que se seguiram do entretanto nobelizado, A Caverna, O Homem Duplicado e Ensaio sobre a Lucidez, trouxeram o regresso em força desta curiosa deriva.

Em As Intermitências da Morte, o seu mais recente romance (livro, segundo Maria Alzira Seixo, «muito festejado» e «muito lido»), prosseguem altas as frequências de «lograr», de «equivocar-se», de «inteirar-se». Dão-se exclusivamente «Bons dias», «Boas tardes», «Boas noites». Atendem-se os telefones com «Diga», convida-se a falar com «Adiante», acha-se óptimo com «Estupendo», incita-se a entrar com «Passe». Em vez de «Não faltava mais nada», vê-se o castelhaníssimo «Não faltaria mais». Nunca há acontecimentos, há «sucessos». Nunca há uma contracção tipo «num», é sempre «em um». Há dezenas de «em realidade», dezenas de «cousa» e nem uma só «coisa» (vá lá, aproxima-nos da Galiza). Para cada passado com auxiliar «ter» há dez com «haver». Começam a aparecer «mui», «hemos». E diz-se agora «levar razão», «colher frio».

Isto por alto, já que haveria mais, e numerosas, questões sintácticas complexas, tipo «o bonita que te vejo», «esse fado que cumprir», «depois de que a carta de cor violeta lhe foi devolvida», enleio este a pedir um infinito pessoal. Numa palavra, as coisas vão avançando.

Há circunstâncias biográficas a explicarem isto e mais? Decerto. José Saramago escreve, como sempre escreveu, um português portentoso, mas deixou de distinguir os dois idiomas. O que espanta não é isso, é outra coisa. Ou duas. Primeiro, que nenhum revisor lhe faça reparo. E, se faz, imagine-se o manuscrito. Segundo, que nada disto pareça preocupante a ninguém ou sequer assinalável.

Aconteceu-me, por duas vezes, escrever sobre a matéria. Uma em 1995, no “Jornal de Letras” (texto recolhido em volume), outra em 2001 no “Ciberkiosk” (entretanto desactivado). Não pretendi influir no escritor, ignoro mesmo se me leu. Mas supus, modesto, que o caso fosse interessar algum concidadão mais. Nunca por tal se deu.

Não é que Saramago seja suspeito de menos amor ao idioma. E seria leviano tê-lo na conta de agente imperialista. É certo ter ele declarado: «É lógico que Portugal seja atraído pela Espanha e se integre – com um altíssimo grau de autogoverno, entenda-se – num novo Estado ibérico». Lia-se isto no “Courrier Internacional” de 20-1-2006, que o retirou de “La Vanguardia”. Mas é cenário doidivanas em demasia para tomar-se a sério. Já o idioma, ele parece disposto a defendê-lo. «Uma língua que não se defende morre», afirma num texto do Ciberdúvidas.

Seja claro: não sou anti-saramaguista. Os anti-saramaguistas são gente muito calada. De um silêncio quase tão ruidoso como a tagarelice dos saramaguianos. Parece-me, sim, premente reflectir sobre os dados em apreço.

Que Saramago continue um primoroso estilista é facto. A sua força não está na elaboração idiomática (que um Mário de Carvalho leva à vertigem), mas no inteligentíssimo explorar da expressividade disponível. António Mega Ferreira acertou ao afirmar: «Às vezes era bom recomendar a alguns escritores portugueses que lessem algumas páginas de Saramago». Mas isso só agudiza a questão. Ler o romancista transformou-se num contacto, carregado de fascínio, com larga série de estranhas inovações transfronteiriças. Eis um problema imprevisto: que fazer com este Saramago em traje de luzes.

Sem dúvida, é a funcionalidade de novos materiais, não a sua origem, o que interessa. Mas podem não ser funcionais por aí além, os novos giros saramaguianos, e antes anunciar a confusão vocabular e idiomática que, no nosso meio, um maior contacto ibérico irá estabelecer. Convirá, pois, de novo afastar-nos? Convirá, mesmo, aos portugueses não estudarem espanhol? Longe disso. Não é só o manejo de línguas que é, sempre, vantajoso. Também a absorção do castelhano pode, como no passado, trazer aumento de património.

Mas o que acabou sucedendo a Saramago é, para todos, um sério aviso. Mais depressa do que suporíamos, um idioma já prestigioso acabará por envolver-nos e falar em nós com espantosa, ou assustadora, naturalidade. Haverá mecanismos impeditivos e pelo menos de gestão? Talvez, e importará encontrá-los. Uma coisa é certa: o pior que poderíamos fazer era encolher os ombros, porque a onda há-de passar. Não, a onda vem aí.

Fernando Venâncio no Expresso de 1 de Abril, ilustração de Nuno Saraiva, mas copiado do abençoado Ciberdúvidas, que tantas vezes ameaçado de encerramento e não cobra nada aos seus necessitados leitores (necessitados da língua portuguesa, pois então!)

terça-feira, 4 de abril de 2006

PIXAR faz 20 anos



Let there be light. Well, an anglepoise lamp to be precise. It's 20 years since Pixar, the mega-billion animation company, launched its first movie - a short film about a lamp with a life of its own, called Luxo Jr.

Along with iconic brands such as Google and the iPod, Pixar's computer-generated movies have become part of the digital era - with the animation firm becoming one of Hollywood's biggest players.

Marking its 20th anniversary is an exhibition at the Science Museum in London, which displays the art and the craft behind Toy Story, Bug's Life, Monsters Inc, The Incredibles and the soon-to-be released, Cars.

This is a world of movies where the images are instantly-recognisable, but there are no stars. If anyone was going to walk down a red carpet, it would have to be an anonymous army of artists, directors and software designers.

Or maybe it would be the industrial-scale "renderfarms" that provide the processing power for the computer-generated animations.

Digital Disney

Pixar's big success wasn't instant. For the first decade the company had made its living from advertising, producing animations for products such as Listerine and Kellogg's All Bran.

But the big breakthrough came in 1995 with its first full-length movie - Toy Story. This first ever fully computer-animated feature film was the biggest grossing movie of the year - earning $362m (£208m) worldwide.

Appropriately for an animation company, Pixar had impeccable timing.

Toy Story was launched when new computer power was convincing audiences that they should become more techno-friendly.

Just as Disney created the animations for the great age of cinema, Pixar has produced some of the iconic animations of the digital age.

The movies that followed were all runaway successes. Monsters Inc reached the $100m box office benchmark quicker than any animated film in history.

But Pixar also discovered a goldmine in another side of the digital market - the arrival of DVDs - a format which showed off its crystal-clear animation to full effect. Finding Nemo shifted eight million copies on its first day of release.

Artists not anoraks

The exhibition shows how much work is involved - with a single movie requiring the efforts of 230 people and a whole load of supercomputers for four years.

But not everyone is convinced that the quality of computer-generated animation matches hand-drawn films.

Richard Taylor, former head of animation at the Royal College of Art, says such films might be lucrative, but "something is filtered out" in the process.

"Computer animation has less direct appeal, less charm, it's less humane - it lacks the roughness that nature gives."

But Pixar's creative boss, John Lasseter, says: "Computers don't create computer animation any more than a pencil creates pencil animation. What creates computer animation is the artist."

And the exhibition shows the creative perspiration involved. Before the computer animation process, artists will draw and paint up to 50,000 storyboards - and the exhibition includes examples of the so-called "colourscripts" which set the visual style and tone of the story.

Discarded toys

These are works of art in their own right - and reveal the attention to detail. How would fur look in the snow? How do you re-create the precise texture of clothing?

There's a cover of Good Fishkeeping magazine from Finding Nemo, with the cover-strap "Learn to say 'no' to your fish."

Would anyone have seen that as a micro-size glimpse in the movie? Probably not, but part of the success of Pixar has been its ability to work on different levels, showing something extra that you might glimpse in the corner of the screen.

For children, Monsters Inc is a story about getting scared at night and big blue furry monsters. But for the adults, there's another story about dead-end jobs, dodgy bosses and mistrusting strangers.

And Toy Story works for children as an adventure story about toys that come to life - while the grown-ups will be remembering the poignant stuff about the favourite toy that gets discarded and forgotten.

Osnat Shurer, in charge of Pixar's short films, says the company's strength has been based on retaining a creative rather than a corporate culture, and that in the long term "it pays off to over-deliver".

And she says that rather than being driven by technology, the most important factor is the storytelling - and in that respect, Pixar has taken up the baton from Disney.

And it's not about developing technology to be more "realistic", she says. "It's about believability, not realism - about creating a universal story, with characters you can feel with, whether it's a car, a child or a toy."

Finding pay day

As an example of this playfulness, the star attraction of the show is a "zoetrope", which uses figures from Toy Story to show how static figures can be made to appear to move.

It's a really impressive exhibit, built for no purpose other than to entertain - and perhaps that's what you do when you've got billions in the bank and plenty of spare time.

But Pixar's accountants must be enjoying the ride, because the company's business relationships have given it a highly-influential strategic position for the next phase of the digital entertainment era.

Disney and Pixar are being spliced together in a £4bn deal. And adding to this formidable media alliance is the presence of Pixar's Steve Jobs - also the head of Apple computers, who is now the biggest single shareholder in Disney.

And Pixar short movies are now appearing for downloading on Apple's iTunes - with every likelihood that full-length movies will eventually be sold through the same route.

Pixar movies straight to the iPod? Will that mean Pixar will be in our pockets, or will we be in theirs?

BBC News