domingo, 1 de novembro de 2009

KIVA explicado aos Portugueses? (tirando o vídeo ;)

A Fistful Of Dollars: The Story of a Kiva.org Loan from Kieran Ball on Vimeo.
O seu lema diz tudo «Loans that change lives» – traduzido como «Empréstimos que mudam vidas». Com 25 dólares (pouco mais de 17 euros), qualquer um pode ajudar alguém a ter o seu próprio negócio. Mas, mais do que dinheiro, quem empresta está a dar uma oportunidade a quem não teria possibilidade de ter um empréstimo através de instituições bancárias, devido aos elevados juros.
Nenhum deles tem internet, mas foi através de um site que conseguiram o seu próprio negócio. As suas histórias estão em www.kiva.org. Cabeleireiro, mercearia, talhante, criação de animais, padaria ou uma simples banca de venda de comida são exemplos de negócios que conseguiram tirar gente da rua e da mendicidade e deram um melhor nível de vida a famílias inteiras, desde a Bulgária à Serra Leoa, ou do Chile ao Tajiquistão. Daí o nome escolhido para a organização: kiva é uma palavra swahili que significa «unidade» ou «acordo».
Em 2005, Matt Flannery e Jessica Jackley fizeram uma viagem a África que lhes iria mudar a vida. Na altura como um casal, Matt e Jessica testemunharam o poder do microcrédito ao verem que com simples montantes de cem dólares conseguiam mudar a vida de gente empreendedora, que apostava em ter o seu negócio. Em vez de «encontrarmos pobres, encontrámos empreendedores de sucesso, que geravam lucros e aumentavam o seu nível de vida», revelam. Matt e Jessica regressaram da viagem com uma pergunta na cabeça: «Como podíamos emprestar dinheiro a esses empreendedores? Ambos tínhamos crescido a dar donativos a crianças africanas através da igreja e de famílias. Porque não estender a ideia aos negócios?», questionaram Matt e Jessica. «Em vez de donativos, podíamos focar-nos nos empréstimos», pensaram. Depois de um ano de telefonemas com especialistas de microcrédito, internet, advogados e economistas, conseguiram uma resposta. E assim nasceu A Kiva, a forma de emprestar dinheiro através da internet.
Dream Team
Em Março de 2005 deu-se o pontapé de saída. Através de um contacto no Uganda, sete empréstimos foram colocados no site Kiva, por um total de 3500 dólares. Seis meses depois os empréstimos estavam pagos. Estes empreendedores ficaram conhecidos como Dream Team, ao provarem que o sonho era possível.
Em Outubro de 2005, A Kiva mostrou-se ao mundo. Depois de aparecer nos meios de comunicação social, o salto foi enorme. Surgiram apoios pela boca de diversas personalidades públicas internacionais como Oprah Winfrey, Bill Clinton e, mais recentemente, Brad Pitt, entre outros, que lhe deram uma maior visibilidade. Rapidamente deixou de ser um projecto pessoal para se tornar uma plataforma de microcrédito para o mundo inteiro, com maior incidência nos países em vias de desenvolvimento.
Matt Flannery é co-fundador e director-geral (CEO) da Kiva, desde finais de 2004. Começou por trabalhar em part-time, enquanto ainda tinha o seu emprego como programador de computadores na TiVo, Inc. Em Dezembro de 2005, largou esse emprego e dedicou-se a tempo inteiro à Kiva. «Deixar o meu emprego demonstrou o nível de seriedade do projecto. Quando eu tinha dois empregos, as pessoas podiam perguntar-se se era só um hobby para mim e pensavam “porque é que eu lhe devo confiar o meu dinheiro e reputação se você não o faz?”», confessa. Matt Flannery conseguiu transformar A Kiva num serviço online que desenvolve parcerias em todo o mundo com o objectivo de arranjar empréstimos para empreendedores. «Vi com os meus próprios olhos as decisões penosas, familiares, para quem vive em pobreza. Ter de decidir entre pagar a escola, pôr a comida na mesa ou comprar os medicamentos para uma criança com uma doença curável», diz o co-fundador da Kiva.
«Acredito em ti»
Para além dos empréstimos singulares, foram também criadas equipas de pessoas (as chamadas Lending Teams) que se juntam com o objectivo de angariarem um maior empréstimo ou diminuírem a sobrecarga de cada investidor.
Nuno Almeida mora em Vila Nova de Gaia e é um dos portugueses que fazem parte da família Kiva. Com 42 anos, este empregado bancário inscreveu-se no site em Dezembro de 2007: «Achei a ideia fantástica. A possibilidade de, com um pequeno montante, poder ajudar alguém a levar em frente um projecto profissional, que pode transformar a sua vida e a da sua família. Daí o meu slogan no site: “Acredito em ti”. Na altura, consultei alguma informação sobre a organização, que me pareceu credível, li também sobre o apoio que Oprah e o presidente Clinton deram à iniciativa.» No entanto, não conseguiu ver o mesmo entusiasmo em pessoas que lhe eram próximas: «Curiosamente, ainda está em projecto criar uma conta comum de colegas de trabalho. A minha ideia é que cada um contribua com um valor simbólico, de um euro, e em conjunto fazermos um fundo significativo. Tenho deparado com alguma resistência e dúvida quanto a este tipo de iniciativas», reflecte.
As Lending Teams, onde está um grupo de Portugal, são conjuntos de pessoas, muitas vezes de empresas, que se unem para angariarem mais rapidamente o dinheiro pretendido. Um dos responsáveis pela introdução das Lending Teams foi Jeremy Frazão, um descendente de  portugueses a viver nos Estados Unidos. Jeremy é um dos nomes envolvidos no projecto da Kiva: «O meu pai saiu de Portugal, tinha eu 7 anos, e cresci no Connecticut. Ele era natural de São Bento, uma vila perto de Porto de Mós.»
Actualmente com 32 anos, Jeremy foi o primeiro contratado de Kiva, em Janeiro de 2006. É o director de tecnologia, responsável pela manutenção e desenvolvimento do site: «Fiquei a conhecer o projecto quando li um artigo no site da DailyKos. Tornou-se óbvio para mim que era uma ideia muito importante e contactei o Matt Flannery imediatamente. Uns meses mais tarde, eu e a minha mulher estávamos em São Francisco a trabalhar na Kiva», conta Jeremy.
«Entrei neste projecto porque penso que a Kiva é uma das maiores aplicações que foram construídas na internet. Obviamente que há sites maiores, mas a Kiva encontrou um caminho único de ligar pessoas através de empréstimos. A ideia por detrás da Kiva é o que me faz vir trabalhar em cada dia», confessa Jeremy, acrescentando que «na minha profissão é raro ter a oportunidade de trabalhar num projecto com um impacte tão directo e positivo no mundo».
São muitas as histórias que marcaram Jeremy: «Têm sido bastante aventureiros estes três últimos anos. Desde estar no programa da Oprah Winfrey até ir à Tanzânia! Mas tenho de dizer que visitar os nossos parceiros na Tanzânia foi provavelmente a coisa mais excitante que fiz até agora para a Kiva. Depois de trabalhar durante anos para o site, foi fabuloso ter a oportunidade de ver o impacte em campo, pelos meus próprios olhos, e ver em pessoa como funciona o microcrédito», afirma Jeremy, que já emprestou dinheiro a dezenas de empreendedores de todo o mundo.
Euros portugueses para patos vietnamitas
Nuno Almeida recorda qual foi a primeira pessoa a quem decidiu emprestar dinheiro: «Foi a uma camponesa do Vietname, para comprar patos. Um financiamento por um período de 12 meses.» Nuno adianta que não teve nenhum critério especial na escolha: «Não faço as minhas opções pela história das pessoas, porque há muitos pedidos de apoio e não leio todas as histórias. Actualmente estou mais virado para o critério de retorno de pagamento e, sem dúvida, os períodos mais curtos são do Peru e do México. Mas a minha opção vai para o comércio e a produção alimentar.»
Na Kiva qualquer um pode ser investidor, sem estar à espera dos lucros. No fundo, quem empresta só quer que o negócio dê resultado; que os empreendedores consigam pagar a tempo; e que este mesmo dinheiro consiga ajudar em breve outros empreendedores.
Talvez por ser um projecto à escala global, a Kiva conseguiu juntar concorrentes como a Google e a Microsoft e até conseguiu os pagamentos através da PayPal, sem que esta levasse dinheiro por isso. O que se deve ao actual presidente da Kiva, Premal Shah, que trabalhou para a PayPal. Nos seus seis anos de trabalho nesta empresa, Premal conduziu um sem-número de iniciativas que envolviam projectos de apoio aos mais pobres e sempre mostrou grande interesse no microcrédito.
E a verdade é que a Kiva, através dos seus parceiros em campo, já mudou a vida de muita gente e as suas histórias estão à vista no site [ver caixa com «Histórias reais»]. São mais de 170 mil os empreendedores já ajudados e perto de 500 mil os investidores. A cada 31 segundos é feito um empréstimo.
Crise não pára empréstimos
A responsável pelas relações públicas (RP) da Kiva fala-nos do futuro da organização: «Pensamos na continuação da expansão, para que a Kiva possa emprestar cada vez mais a empreendedores em todos os países onde encontre parceiros para trabalhar.» A expansão é tal, que este ano também os Estados Unidos começaram a ter pedidos. «Este é o primeiro país desenvolvido onde a Kiva vai facilitar empréstimos», diz Fiona Ramsey.
A RP da Kiva refere que, apesar da crise mundial, «o número de empréstimos tem vindo a subir. Fevereiro, por exemplo, foi o melhor mês, teve mais de 3,8 milhões de dólares emprestados», indica. «Como se pode ver pelos números», atesta a RP, «verificámos que geralmente empréstimos a mulheres são angariados mais rapidamente do que para homens. E os empréstimos mais pequenos também são angariados mais rapidamente do que os grandes. Pelo que os números indicam, África recebe mais rapidamente fundos do que a Europa de Leste». «Os nossos parceiros em campo e as instituições de microfinanciamento são a nossa ponte com os empreendedores. São eles que avaliam os pedidos e que tratam directamente com quem pede os empréstimos. São esses parceiros em campo que avaliam a necessidade e a honestidade de quem pede o empréstimo», revela Fiona.
Para Matt Flanery, «a transparência nos próximos tempos vai ser a nossa melhor arma contra os desafios de crescimento. Este modelo prospera em informação e não em marketing. Os empreendedores representados no site não são material promocional – são pessoas reais», salienta.
Mudanças sociais
O papel da Kiva ultrapassa os empréstimos. A nível social consegue passar a mensagem de que há pessoas pobres com capacidade de iniciativa e, em certas comunidades, fazer que as mulheres obtenham um papel mais importante.
No site, a Kiva reflecte sobre este assunto: «Os programas de microcrédito são geralmente mais pedidos por mulheres. Dando acesso a serviços financeiros através de mulheres – fazendo-as responsáveis por empréstimos, assegurando o seu pagamento, mantendo contas de poupanças –, os programas de microcrédito estão a enviar uma forte mensagem para as comunidades.»
Muitos estudos documentam como o acesso a serviços financeiros melhora o estatuto de mulheres dentro do seu seio familiar e na comunidade. «As mulheres tornaram-se mais confiantes. Entraram nos circuitos de negociações empresariais e podem possuir bens, tendo um papel mais visível nas decisões. Em alguns programas está até provado o declínio dos níveis de violência contra as mulheres», refere o site, onde Rosa Athieno, do Uganda, diz: «Hoje sou uma mulher muito respeitada na minha comunidade. Devido ao empréstimo que recebi... fizeram-me ser uma campeã, que saiu do nada.»

A minha experiência *

O processo é muito simples. Basta o registo em www.kiva.org e depois escolher quem vai ajudar. Talvez seja essa a parte mais complicada, pois os pedidos de empréstimos são tantos que nos dispersamos. Arranjar um projecto com um valor mais acessível é o que faz a maior parte dos investidores. Ou então formam uma equipa (Lending Teams) com outros investidores, e o total do dinheiro angariado é dirigido a um projecto empreendedor.
No meu caso, decidi investir os 25 dólares (mínimo) num grupo de mulheres do Mali. As quatro mulheres queriam 125 dólares para poderem comprar 250 quilos de papaias, 130 quilos de laranjas e 50 quilos de cenouras para depois as venderem no mercado local. Com isso, elas esperam conseguir um lucro que dê para «melhorar as condições de vida dos seus filhos, nomeadamente em termos de alimentação», dizem na Kiva.
Quando emprestei os meus 25 dólares, já lá estavam cinquenta e, em pouco mais de meia hora o empréstimo estava atribuído, com os nomes de Lena, da Suécia; Kim e Simon, da Austrália; Steven, dos Estados Unidos; e eu própria, de Portugal.
Calcula-se que, em oito meses, este grupo de mulheres do Mali consiga pagar o empréstimo, em prestações de pouco mais de vinte dólares. Durante esses oito meses, a Soro Yiriwaso – parceira da Save The Children e parceira em campo da Kiva – é a instituição responsável pela recolha dos pagamentos destas empreendedoras e vai dando notícias no site da Kiva. São perto de uma centena as instituições de solidariedade com as quais a Kiva coordena os empréstimos em campo. Todas têm competências na gestão de microcrédito.
Quando o empréstimo for pago, o valor pode ser novamente aplicado noutro projecto empreendedor ou resgatado.
Antes de escolher a quem vai emprestar dinheiro, pode também verificar quais as instituições de solidariedade que apresentam maior ou menor risco no seu investimento. A taxa média de incumprimento é, actualmente, de 1,65 por cento.
No momento em que escrevia esta reportagem, recebi a notícia de que o primeiro pagamento já tinha sido concluído. O grupo de mulheres do Mali já conseguiu pagar a primeira parte do seu empréstimo: cerca de 8,33 dólares a cada investidor.
* Baseado na experiência da própria jornalista

HISTÓRIAS REAIS
A fábrica de Orifova

Para ajudar o marido a suportar a família, Orifova Kumri, de 45 anos, com quatro filhos, lançou-se como empreendedora há sete anos. Mora no Tajiquistão e tem o seu próprio negócio, fazendo roupa para mulheres e uniformes. Orifova tem um curso universitário, e antes da independência do país trabalhou como contabilista numa fábrica. Mas quando chegou o desemprego, o marido teve de ir para a Rússia e Orifova viu-se obrigada a conseguir um sustento. No Tajiquistão as mulheres dizem «nós não temos maridos, só os nomes deles», já que estes saem do país, por tempo indeterminado, à procura de emprego. Orifova decidiu começar o seu próprio negócio e convenceu as duas irmãs a juntarem-se-lhe. Primeiro pediram dinheiro a amigos para alugar um espaço e algumas máquinas. Com os lucros compravam novas máquinas e conseguiram trabalho para contratar quatro costureiras. O negócio teve sucesso e há quatro anos decidiu expandir-se e juntou-se a outros investidores para comprar uma fábrica de tecelagem, para ter matéria-prima mais barata, sem tantos intermediários.
Há seis meses, Kumri e as suas irmãs receberam os seus primeiros empréstimos da IMON International, uma parceira da Kiva. Com o empréstimo de seiscentos dólares comprou três novas máquinas e ao facturarem conseguiram contratar mais costureiras. Em cada mês, Kumri e as irmãs põem de parte cinco a dez por cento do seu salário, para contratarem mais costureiras e expandirem o negócio. «Ainda há cinco anos só estavam a tentar arranjar empregos para si próprias e agora há a possibilidade de criarem mais empregos no Tajiquistão. Orifova vê também o seu trabalho como uma maneira de melhorar a vida no seu país», reflectem no site da Kiva.
Glory e as suas cabras
Com seis filhos, a nigeriana Glory Gbeaye está no negócio de vender cabras desde 1988. Glory, de 43 anos, precisa de um empréstimo de 875 dólares para comprar mais animais. Começou por vender peixe e dez anos depois, quando tinha 28, tinha um negócio que consistia em comprar sessenta a oitenta cabras, transportá-las para o Benim, durante três dias, e depois vender a carne no mercado. Em cada viagem o seu lucro aumentava e conseguia suportar a sua grande família.
Mas nem só de sucesso é feito o esforço desta comerciante. Algumas agruras surgiram no seu caminho. Em 2006, quando foi comprar cabras, encontrou uma estrada barricada e os ladrões roubaram todo o dinheiro de quem seguia viagem. Como não tinha acesso a uma conta bancária, Glory levava consigo a maior parte do capital da empresa (cerca de 8500 dólares). Devastada, voltou ao Benim, sem dinheiro e sem cabras. Glory fechou o negócio por dois meses e foi forçada a tirar os filhos mais novos da escola. Entretanto, uma amiga falou-lhe da Lift Above Poverty Organization (LAPO), uma instituição de microcrédito. A LAPO ajudou Glory com um empréstimo de 130 dólares, para relançar o negócio. Nos dois anos seguintes, conseguiu aumentar o negócio e diminuir o empréstimo. Em Março de 2008 pediu novo empréstimo de 875 dólares. E com a ajuda de Kiva agora compra cerca de vinte a trinta cabras em cada viagem. Como diz no site, o seu sonho está a ser cumprido: «Assegurar o renascimento do seu negócio de forma a assegurar uma boa vida à sua família e que os seus netos tenham todos educação.»
A sobrevivência de Yenku
A história de vida de Yenku Sesay é, no mínimo, arrepiante. Yenku é amputado, perdeu ambas as mãos na guerra civil da Serra Leoa. Em 1998, o exército rebelde atacou a sua aldeia e cortou as mãos dos aldeões, como castigo por terem votado no líder da oposição.
Yenku quase não sobreviveu. As poupanças da família foram usadas para o levarem a um hospital, mas passaram três dias até que conseguissem lá chegar. Nesses três dias Yenku ficou sem tratamento médico e foi um milagre ter sobrevivido. Sem mãos e sem conseguir tratar de si próprio, aos 21 anos viu a sua vida destruída e foi pedir para as ruas.
Muito provavelmente ainda estaria a viver da mendicidade caso não tivesse sido abordado pela Salone Microfinance Trust (SMT), em 2006. Esta instituição conseguiu o que Yenku jamais iria conseguir com o seu estado de amputado. A SMT viu em Yenku uma pessoa com capacidades de negócio e cederam-lhe um empréstimo de cerca de cem dólares.
Yenku começou com um modesto negócio, vendendo nas ruas pacotes de bolachas, sopas e outras comidas. Dois anos depois, reinvestindo os lucros, o negócio cresceu e tornou-se uma pequena loja, perto de Kabala, onde vende roupas, calçado, bebidas e produtos alimentares.
Actualmente, Yenku tem 30 anos e é pai de três crianças. Recentemente expandiu o negócio para o gado e a agricultura. Yenku suporta a sua família, conseguindo ter os filhos na escola, e ainda paga a educação do seu irmão mais novo.

NÚMEROS KIVA (Setembro 2009)
Média de tempo de cada empréstimo em 2008: 29 segundos.
Idade do mais novo investidor: Aden, 1 ano.
Idade do mais velho investidor: Liane, 101 anos.
Número de voluntários que traduzem os textos no site Kiva: 337.
Valor total dos empréstimos através de Kiva: 91 004 360 dólares.
Número de investidores: 557 036.
Número de países que representam os investidores Kiva: 181.
Número de empreendedores que receberam empréstimos através de Kiva: 225 012.
Número de empréstimos: 129 911.
Percentagem de empréstimos para mulheres empreendedoras: 82,86 por cento.
Número de parceiros em campo (instituições de microcrédito parceiras de Kiva): 103.
Número de países onde os parceiros de Kiva estão situados: 49.
Actual percentagem de pagamentos: 98,35 por cento.
Actual taxa de incumprimento: 1,65 por cento.
Média do valor dos empréstimos (média do montante emprestado a um empreendedor individual): 408,69 dólares.
Média do empréstimo por investidor Kiva: 163,71 dólares.
Taxa de empréstimos por cada investidor: 4,66 por cento.
O que é o microcrédito?
O microcrédito nasceu em meados dos anos 1970, no Bangladesh, através do trabalho do professor e economista Mohammad Yunus.
O microcrédito é tido como um instrumento do empreendedorismo de pessoas que não teriam acesso a crédito no sistema financeiro, para pequenos empréstimos. Mas ao demonstrarem iniciativa e capacidade pode ser-lhes dada a possibilidade de terem o seu próprio negócio. Para tornar o seu sonho realidade, Yunus criou o Grameen Bank, a primeira instituição financeira do mundo especializada em microcrédito.
Porque está provado que ao promover emprego se eleva a auto-estima dos indivíduos excluídos e se consegue afastá-los da pobreza, o microcrédito é uma ferramenta muito importante para uma sociedade mais participativa e promove a paz social. E foram estas razões que, em 2006, deram ao professor Mohammad Yunus o Prémio Nobel da Paz, partilhado com o próprio Grameen Bank.
Em Portugal o microcrédito chegou pela mão da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Finalmente, num país que se pretende desenvolvido

Lisboa, 12 Out (Lusa) - A exibição de animais nos circos tem os dias contados com a publicação de uma lei que proíbe a compra de novos macacos, elefantes, leões ou tigres e que impede a reprodução dos animais já detidos pelos circos.

A portaria 1226/2009, publicada hoje e que entra em vigor na terça-feira, divulga uma lista de espécies consideradas perigosas, pelo seu porte ou por serem venenosas, que só podem ser detidas por parques zoológicos, empresas de produção animal autorizadas e centros de recuperação de espécies apreendidas.

Os circos não fazem parte da lista de excepções, assim como as lojas de animais, que também ficam proibidas de vender cobras de grande porte ou venenosas, algumas aranhas ou lagartos.
RTP

Esculturas na Areia









Tudo na galeria do Telegraph

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Another "releasing" one

"Given To Fly"

He could've tuned in, tuned in
But he tuned out
A bad time, nothing could save him
Alone in a corridor, waiting, locked out
He got up outta there, ran for hundreds of miles
He made it to the ocean, had a smoke in a tree
The wind rose up, set him down on his knee

A wave came crashing like a fist to the jaw
Delivered him wings, "Hey, look at me now"
Arms wide open with the sea as his floor
Oh, power, oh

He's.. flying
Whole
High.. wide, oh

He floated back down 'cause he wanted to share
His key to the locks on the chains he saw everywhere
But first he was stripped and then he was stabbed
By faceless men, well, fuckers
He still stands

And he still gives his love, he just gives it away
The love he receives is the love that is saved
And sometimes is seen a strange spot in the sky
A human being that was given to fly

High.. flying
Oh, oh
High.. flying
Oh, oh
He's flying
Oh, oh

Pearl Jam

terça-feira, 15 de setembro de 2009

This one usually does the trick

On learning... about yourself


"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza."

Gabriel Garcia Marquez, Memória de Minhas Putas Tristes

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

On learning


"Everythig happens for a reason, that is to learn something"
Maya Angelou (I think)

Tudo acontece por uma razão e, para mim, essa razão é aprender algo, sobre nós, sobre os outros, sobre a vida. Chamo a isso crescer.
Mesmo que não gostemos de inicio tenho a certeza é para nosso bem.
E todos ensinamos, mesmo sem o saber. Mas só podemos aprender se quisermos.


Be free. Live life.

Going back in time :D (the good fun way, not the nostalgic way)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Face time


A friend posted this on her Facebook page.

Great ad!

But there are more here.

Like the song says: "Tired of using technology"...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quotes


Don't cry because it's over. Smile because it happened.

Dr. Seuss

Favourite Things 3


Feeling the wind blowing through the trees on a hot summer day... :)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Your Thought for Today

When you’re feeling small and alone, and the world doesn’t make any sense, all you need is a really good friend with a really good grip.

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Cute Overload

quinta-feira, 11 de junho de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Freedom

The free bird leaps
on the back of the win
and floats downstream
till the current ends
and dips his wings
in the orange sun rays
and dares to claim the sky.

But a bird that stalks
down his narrow cage
can seldom see through
his bars of rage
his wings are clipped and
his feet are tied
so he opens his throat to sing.

The caged bird sings
with fearful trill
of the things unknown
but longed for still
and is tune is heard
on the distant hillfor the caged bird
sings of freedom

The free bird thinks of another breeze
an the trade winds soft through the sighing trees
and the fat worms waiting on a dawn-bright lawn
and he names the sky his own.

But a caged bird stands on the grave of dreams
his shadow shouts on a nightmare scream
his wings are clipped and his feet are tied
so he opens his throat to sing

The caged bird sings
with a fearful trill
of things unknown
but longed for still
and his tune is heard
on the distant hill
for the caged bird
sings of freedom.

Maya Angelou, I Know Why The Caged Bird Sings

Freedom


On bended knee is no way to be free
Lifting up an empty cup, I ask silently
All my destinations will accept the one that's me
So I can breathe...

Circles they grow and they swallow people whole
Half their lives they say goodnight to wives they'll never know
A mind full of questions, and a teacher in my soul
And so it goes...

Don't come closer or I'll have to go
Holding me like gravity are places that pull
If ever there was someone to keep me at home
It would be you...

Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...

Wind in my hair, I feel part of everywhere
Underneath my being is a road that disappeared
Late at night I hear the trees, they're singing with the dead
Overhead...

Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Whoopi Goldberg in full flight


Whoopi Goldberg

You wouldn't find Julia Roberts sucking a furtive fag in an alleyway round the back of the London Palladium, but that's where Whoopi Goldberg is. Standing by the wheeliebins, dragging on a Marlboro, flirting with stagehands and musing on why her film Sister Act was so successful. "I was funny," she says in that familiar two-packs-a-day voice, "and the music was great."

Quite right. Nuns singing Motown proved hugely popular, and Goldberg was fizzy and fun as a club singer on the run, hiding out in a convent. It was the third of three fine performances - including a debut in The Color Purple and an Oscar-winning turn as a psychic in Ghost - that made her the highest-paid female actor in Hollywood in the early 1990s.

Defying the rule that says stars need to stay anodyne, she used her fame as a platform for her outspoken views on issues from abortion to taxation. Bill Clinton benefited greatly, and provided her with a police escort to his inauguration. John Kerry ran a mile from a rude joke she made about George Bush (it wasn't subtle - just think about the name) but the Obamas know the value of her backing: during the election, Michelle used the informality of Goldberg's TV chatshow to fight off rightwing claims that she was a black separatist.

Goldberg has a political clout in the US that we don't see over here. She's instantly recognisable, obviously cares deeply about stuff - not many stars who back charities fighting homelessness and drug abuse have experienced both in real life - and is unfailingly frank, even about her friends: "It's great to see Barack as president, but there's a lot to get done and he really is in the stuff. There's no money and everybody's out of their minds and pissed at America."

So let's be equally frank about the stage version of Sister Act, which is the reason she's in London. It opens at the Palladium next month, but don't buy tickets expecting to see Ms Goldberg - "Hey man, just Whoopi" - recreate the role of Deloris, 17 years on. "I'm not in it," she growls, staring over purple oval granny glasses that never get pushed up from the bridge of her nose. "I am 112, so I was too old." She's 53, actually, but there are little twists of silver in her dreadlocks these days and Deloris is a young woman. "I also don't sing."

Watch the film again for overdubs and you'll see that's true. But here's an even bigger bombshell about the live version: "The music is not the Motown music that you know." What? No My Guy sung as My God? "We were not allowed to have it." Instead a new score sets gospel songs down on the disco dancefloor. "You recognise all the disco licks, so you're OK with it," she says, loyally. "And the girl we've got instead is great."

Her input seems to amount to watching rehearsals in London for a few days - but even that is a bit of a miracle, because fear of flying kept her off planes for 13 years, until now. "I saw something that built in my mind," Goldberg says, "until it became such a big thing for me that it was just impossible to fly." What she saw was a mid-air collision. Her way of coping was to travel in a personalised tour bus, or on the QE2. So why confront those fears now? "They dangled a cheque in front of me," she says, cackling. "But I got really nervous and started sweating a few days before."

How was the flight then? "Hmm. Was it still tough, uncomfortable? Yes. But not 'undoable', and that was the difference. I didn't look around a lot." Were the crew helpful? "Well," she admits, reluctantly, "the man that I'm working for sent his plane." Private jet? "Uh-huh. The thinking was, 'If I do freak out, nobody knows. No one writes about it.'"

If she had, she would be more likely to draw sympathy than ridicule. She doesn't dress like a star, in her jeans, a black T-shirt and a baggy white smock, but when a couple of young women run up from the street, begging for a photograph, she gives them a full-beam, professional smile. Strangers warm to the look of her, but then even the name turns up the corners of your mouth.

Caryn Elaine Johnson got her nickname from a whoopee cushion, because she farted so much. Not that her childhood was bursting with laughs. Born in New York in 1955, Goldberg was dyslexic, she dropped out of school, left home, slept rough for a while and became addicted to heroin. A drugs counsellor helped her get clean, but by the age of 20 she had married him, given birth to his child and got a divorce. She worked as a bricklayer and a makeup artist in a morgue, while trying to make it as an actor and stand-up comedian (having taken Goldberg as a stage name in honour of Jewish forebears). Then Steven Spielberg saw her one-woman routine about ET and cast her in The Color Purple. "I turned it down at first," she has said, "because nobody wants to suck." But she was mesmerising as Celie, the lead in a film that changed the way black actors were perceived.

Oprah Winfrey was the other woman who transformed a part in that film into a prominent role in American society. But while Winfrey is orthodox, Goldberg is still wild. Three times she has been married, and three times divorced. Having been a teenage mother, and the daughter of one too, she couldn't exactly stamp her feet when her child became pregnant. Even if Alexandrea was only 14. "That was kind of startling," she once said, but she was supportive. "I said, 'OK, we'll all band together and help you do this.'"

That meant enlisting her own mother, Emma, to hold the baby while Goldberg and Alex made movies. They were in Sister Act 2 together, although the mother-daughter act didn't last long. "Oh, she's a terrible actress," Goldberg says, laughing. "Terrible." Has she said this to her daughter? "Yeah," she says, drawing the word out to suggest it was tricky. "I've said, 'It might not be for you.'" Alex, now in her 30s and a chef, lives in California with her three children.

Goldberg has not retired from acting herself, despite saying she would. "I have slowed it down to almost a crawl, but not stopped. What would I have done?" She has revived her one-woman show to great acclaim, and is the moderator on ABC's The View, which is like Loose Women only with stratospherically more important guests. Condoleezza Rice, for example, talked with remarkable candour about being single. "People say you've dedicated so much to your career that you're really shorting your personal life, but the truth is that I've never found anyone I wanted to marry," she said on the show.

Goldberg sympathised, so is she single now too? "I don't know," she says, smiling and looking over her glasses again. "I don't think I'm single, but I'm not totally committed. I'm not very good at relationships. I wish I was, but I'm not. I gave my child all the time and money that I had, now I want it for me.

"It's hard to make the space [for a relationship] when there are so many other people in the room." Not literally: she lives in a Manhattan loft in SoHo with a cat named Oliver. "I am selfish. I like being able to get up when I want, go where I want. It's hard. Unless you meet somebody that really knocks your socks off, I think it's not prudent to spend a lot of time you don't ... mean." Her socks are still on then? "Well. They're stockings now."

The homebird even stayed in on inauguration day, after panicking about the crowds. Having "screamed out of my window" when Obama won, she saw his swearing in as "the end of something, as much as a beginning. As little kids, we were taught that anybody could become president ... but anybody never was. That's a hurdle we have now dealt with."

There are now higher hurdles. "It is an almost impossible job, not least because of the damage done by George Bush. Never before has America been so alienated. For a little while there we were like, 'Fuck the rest of the world, we don't need you.' But we do. They tried to dismantle the UN and get rid of Nato. I mean, who did we think we were?"

Not that her anger is confined to the former US administration. "I saw the leaders of Germany and France saying the crisis was a defeat of America. You gotta go, 'Whoa dude, what are you talking about? Your bankers saw the problem and went, 'Hey, stop that you'? No. They all deregulated and got as much money as they could, then said, 'It's not working, see you, bye.' As usual, the people on the lower half of the ladder get fucked. It's always been that way, but it has never been so ... despicable."

No wonder windows get smashed, but mention of that makes her fret. "Yell and scream all you want, but to destroy stuff? It's not one bank, or the people; it's a system of banking that's the problem. Also, if you start to break the windows, that means its OK for the other guys to come and break down your door."

She has thought about running for office, but says there are "still skeletons in the closet" and fears attacks of the kind the Obamas faced. "Everybody was freaking out about his pastor, Jeremiah Wright, saying, 'God damn America.' They were saying he's a racist. I said, 'Yeah, he's a fucking racist. He went and fought in world war two, came back and had to ride in the back of the bus. He's pissed. If you know your history you know there is a certain generation of black folks who are not happy. If you pretend that that is a shock then you're full of shit too.'"

Last year Danny Glover, a co-star in The Color Purple, told me he was worried Obama would turn out to be just like any other career politician. "I don't think he's right," says Goldberg. "Will Barack Obama turn out to be what everybody wants him to be, this messiah walking on water? That, I don't think will happen. Is he going to try to get some shit done? Yeah. Is he gonna work his ass off? Yeah. I just want to see somebody try. After the last eight years, that's all the fuck I really want."

In her own words

On The Color Purple "I told her [author Alice Walker] her I would play a Venetian blind, dirt on the floor, anything."

On looks "I don't look like Halle Berry. But chances are, she's going to end up looking like me."

On acting "An actress can only play a woman. I'm an actor, I can play anything."

On the war on terror "If you're anti-war and you tried to explain your stance, it didn't matter - particularly in the entertainment industry. You were labelled unpatriotic, which is kind of dopey, because if you're anti-war it means you don't want anybody to die."

On politics "I don't really view communism as a bad thing."

On the election of George Bush " The country got a new president who has kindly given me a lot of material, and I got the menopause - so I guess we're all going through shocking changes."

On driving "I don't like driving very much. That makes me very unhappy, because I scream a lot in the car, but other than that, life is actually pretty good."

On life "Normal is nothing more than a cycle on a washing machine."

Guardian

segunda-feira, 30 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Habitat Network

Swahili!!

Leituritas rápidas



Pirate Laws

1. A pirate does not ask for directions. He relies only on his gut feeling, a compass, or a treasure map.

2. Parrots are the preferred pirate companion. Monkeys are an acceptable substitute, unless they fling their feces at people. Then they are an awesome substitute.

3. When fishing, a pirate uses either a sword, a knife, or his bare hands. Use of a hook is only acceptable in the event the pirate is missing a hand.

4. Pirates shall always wear boots, except in the case of a peg leg. Then one boot is acceptable. Flip-flops are right out.

5. Pirates do not cry, except in the case of the loss of a shipload of rum.

6. When describing the size of a treasure, a pirate is required to exaggerate by at least 130%. Flowers are not treasure under any circumstances, unless said flowers are made out of gold.

7. A pirate shall never wear lipstick, nail polish, or capri pants. Actually, that kinda goes without saying.

8. No pirate shall discuss his feelings, unless his feelings include gutting a man from stem to stern and spilling his entrails.

9. A pirate should always remove his hat in the presence of a bartender.

10. During a swordfight, swordfighting insults are required. In the event both participants are still alive at the end of the fight, the participant with the superior insults shall be declared the victor.

11. No pirate shall ever wear a "fanny pack".

12. All foods prepared by a pirate must include rum, grog, or beer. Boone's and other "Wench Punch" is prohibited.

13. A pirate may never compliment another pirate on the softness of his hands.

14. No pirate shall wear a bracelet or a necklace, unless it is the tooth or tusk of an animal he killed. If in the presence of cannibals, a necklace is acceptable camouflage, but only if said necklace is made of human toes.

15. Pirate Law: Dousing oneself in beer is a perfectly acceptable replacement for a shower.

16. No pirate shall drink Grog out of a glass. Grog is only to be consumed either straight from the barrel, or from a mug heavy enough to to kill a man.

17. Three-cornered hats, headbands and bandanas are the only acceptable headwear for pirates. Fedoras, bowler derbies, baseball caps, mickey ears, top hats, sombreros, or anything with lace and flowers will be removed from the vessel-- head included. A grace period of one minute is allowed for hats looted from a tailory.

18. A pirate shall never wrap presents. The only thing a pirate gives is a bludgerin'.

19. Pirate Law: A pirate does not use the word "Fabulous". Ever.

20. No pirate shall attend a movie with less than an Arrrr rating.

21. Only a pirate is capable of killing another pirate. If you are not a pirate (let's say a ninja) and wish to challenge a pirate, they have a word for that. Corpse.

22. Pirate Law: "ARRRRRRRRRRR..." is a perfectly acceptable answer to any question.

23. A pirate does not "go shopping". Unless by "shopping", you mean "killing".

24. Peglegs must be made of timber or some other suitable wood. Plastic, ceramic, porcelain, or metal peglegs are utterly unnacceptable, simply because it complicates the use of the phrase "shiver me timbers".

25. Real pirates have chest hair. If you cannot grow chest hair, you may be a cabin boy.

26. Under no circumstances is a comb-over an acceptable pirate hairdo.

27. No pirate may ever change his shirt because it is "wrinkled". A pirate may only change his shirt if it is completely soaked in blood.

28. When drinking, Pirates may sing. "Fifteen Men on a Dead Man's Chest" is preferred. Kelly Clarkson songs are not allowed.

29. No pirate shall ever drive a minivan, unless he drives the minivan into a tavern, for the purposes of looting barrels of rum from said tavern. Upon completion of this task, the minivan is to be burned. No exceptions.

30. No matter how hard it is raining, two pirates may never share an umbrella. Pirates do not fear rain.

31. If circumstances demand a career change, a move into real estate brokerage or tax collection shall be considered a lateral move and said individual may keep their pirate status.

32. A pirate does not snuggle with an animal, unless he is trying to snap its neck. But I guess that wouldn't really be "snuggling".

33. A pirate may never wear another man's clothing, unless he first kills that man.

34. Two pirates must never share a bed or a hammock. It is perfectly acceptable for one pirate to sleep on the floor, or on a pile of treasure.

35. Pirates do not wear eyeglasses or bifocals unless they are looking at a treasure map, and even then they are allowed only a monacle. Any comments about "Mr. Peanut" while wearing the monacle are prohibited.

36. When setting out on a voyage, a pirate does not pack a suitcase. He is only to bring what he can carry under his arms, or what his wench can carry on her back.

37. A pirate does not mow the lawn. Lawns are for landlubbers.

38. Lifting or removing one's eyepatch is extremely impolite but is not considered an insult. It's just kinda gross. Likewise, one should never remove another pirate's eyepatch, except with a sword to the face.

39. Pirates never use the words "fresh" or "feelings," and certainly not together (as in "I have that not-so-fresh feeling").

40. A pirate must never visit a tanning salon. If he is not already tan enough from searching for treasure, he hasn't been searching hard enough.

41. While creativity is encouraged during any barfight or battle at sea, pirates may only use the following types of sword; falchions, scimitars, rapiers, and particularly long knives. Katanas or any other Ninja sword are strictly forbidden, unless the Pirate rips off a Ninja's arm and hurls the arm, and attached Katana, as a projectile.

42. No pirate shall ever sit on a toilet seat, for any reason.

43. Kidnapping is an acceptable substitute for killing, but only if it is for the purpose of plank walking at a later time.

44. When swimming, pirates do not dive. They cannonball.

45. Cannoneers aboard a pirate vessel are not allowed to use hearing protection of any sort. No matter what the OSHA regulations say, if ye can't stand bleedin' from the ears, you have no business being a Pirate.

46. A pirate will never wear a patch that is any other color than black; unless it's halloween. then they can wear a patch with an eyeball painted on the outside. Polka dots are not permitted under any circumstances.

47. Female pirates are allowed some exception to rules concerning hygiene and garmentry, but must make up for it by using twice as much profanity.

48. Hooks are the only acceptable hand substitute. However, they may not have secondary attachments such as screwdrivers, bottle openers, corkscrews, or nail files. These are Pirates we're talking about, not Inspector Gadget.

49. A pirate's diet consists mainly of meat. If at sea, and meat is not available, shoe leather is an acceptable replacement.

50. Pirate Law: You can't spell pirate, without "irate". There's a reason for that, so don't even try.

51. No pirate will ever, ever raise his pinky when drinking any sort of beverage.

52. Pirate Law: When choosing clothing, even if it looks dirty, or smells dirty, it is clean.

53. A pirate may ride in a rowboat, if traveling to or from his ship. Use of a Kayak is only permitted if used for cannon target practice.

54. When drinking rum, the only thing a pirate adds to the rum is more rum.

55. The official Pirate religion is Pastafarianism.

56. No pirate shall ever play wiffle ball.

57. Under no circumstances does a pirate speak with a Ninja, unless he first decapitates that Ninja and uses his head like a sock puppet.

58. When at the office, answering the telephone with "Arrrrrrr" is perfectly acceptable for pirates. Other acceptable choices are "Avast!", and "Ahoy Matey!"

59. A Pirate does not read poetry, unless said poetry is scrawled on the wall of a bathroom.

60. All women are to be referred to as wenches, with the exception of female Pirates, who can be referred to as "lass".

61. Pirates do not clean up, except when gold falls out of a treasure chest.

62. Spilling rum is not acceptable, except in the act of "pouring some out for dead mateys".

63. A pirate may tell any tale of swashbuckling without being called on the details, as long as at least 51% of the story is true.

64. A pirate may never shave below the neck. Shaving above the neck is allowed, but only if the pirate shaves his entire head. In the presence of cannibals, a mohawk is acceptable.

65. No pirate may do the arm movements for "YMCA", or engage in country-western line-dancing.

66. Pirates do not say "please" or "thank you". The phrase "Arrr, I'll probably kill you tomorrow" is an acceptable alternative for "Thank you".

67. Should the ship's bow have a carving of a naked wench, mermaid, or something of the like, crew members should not touch it. Feeling up a wooden statue is unbecoming of a pirate.

68. Pirates do not "IM". The only instant message allowed is a sword through the chest.

69. Dental Hygiene for Pirates is not a priority. Should there be occasion, however, strong rum or salt water can be used as mouthwash. Anything "minty fresh" is strictly forbidden.

70. Pirates never, ever obey laws. Period. Ironic, I realize.